domingo, 19 de dezembro de 2010

O CONDICIONAMENTO CLÁSSICO

O condicionamento clássico criado por Ivan Pavlov tem como base a reação inata, ou seja, o sujeito sofrerá um condicionamento quando estimulado. Exemplo: Pavlov condicionou seu cachorro a salivar sempre que tocasse algum tipo de campanhinha ou ascendesse algum tipo de lâmpada, pois esse condicionamento já possui uma resposta estabelecida através do estimulo anterior.
O condicionamento instrumental influi nas questões de um comportamento perante o objetivo.
Temos algumas diferenças entre o condicionamento clássico e o condicionamento instrumental.
A)  Classe de resposta: no condicionamento clássico a resposta será a mesma, seja ela para a resposta condicionada, ou não. Diferentemente ocorre no condicionamento instrumental, onde o resultado final, ou seja, a resposta incondicionada será diferente da resposta condicionada.
B)   Relações contingentes entre estímulos condicionados e incondicionados: no condicionamento clássico o reforço esta sob o poder do experimentador, enquanto no condicionamento instrumental o reforço encontra-se no próprio organismo que desenvolve o comportamento.
Quando fala-se em princípios do condicionamento, tanto pode ser para o clássico quanto para o instrumental, pois ambos são bastante semelhantes neste quesito. E são abordados alguns pontos importantes como:
1.      Principio da generalização – quando é utilizada uma experiência com algum animal, e este seja levado a um tipo de condicionamento, temos como exemplo o cão de Pavlov, esse animal ao perceber o tocar da campainha, vai associá-lo ao alimento, mas será que qualquer campainha que tocar ele vai pensar na comida e salivar? Esse é o principio da generalização. “...; Continuidade entre o condicionamento e outras formas de comportamento: a semelhança de estímulos, a complexidade do padrão de estímulos e a freqüência da prática influem no grau de generalização, indicando a continuidade entre o condicionamento no grau de generalização, indicando a continuidade entre o condicionamento e outras formas de comportamento.” (DINAH MARTINS, p.181-182).
2.     Princípio do reforço: este principio influi no grau de condicionamento original.
3.     Principio da discriminação condicionada: ocorre quando o sujeito é estimulado e condicionado a tal processo, quando ver outro diferente vai ter o repudio, e vai ignorá-lo.
4.     Principio da extinção: é algo interessantíssimo, já que retrata uma condição sobre outra condição, exemplo: quando o cão de Pavlov foi condicionado a comer o alimento todas as vezes que a campainha era tocada e a partir do momento em que esse alimento não é posto mesmo a campainha sendo tocada, o cão vai extinguir esse mecanismo, então ele estará condicionado a rejeitar a campainha, mas é preciso estar atento aos aspectos da extinção que são: velocidade da extinção, efeitos secundários e utilidade da extinção.
5.     Principio da recuperação: quando se coloca os princípios da extinção é necessário lembrar que o principio da recuperação vem para aflorar o condicionamento esquecido, exemplo: quando o cão de Pavlov foi condicionado a salivar todas as vezes em que ouvia a campainha e este mecanismo foi alterado, numa tentativa futura com a campainha o cão recuperara a memória e associara o som novamente ao alimento.
“A reação condicionada é mais flexível e mais voluntaria do que o reflexo condicionado; mas apesar disso, há pouca diferença entre ambos, em seu processamento.” (DINAH MARTINS, p.184). 
Existem quatro tipos de condições para que se processe a aprendizagem por condicionamento:
1.     “Existência de respostas incondicionadas naturais do organismo ou respostas condicionadas muito bem estabelecidas.” (DINAH MARTINS, p.184). 
2.     “Repetição da reação ou duração no tempo, a fim de permitir que os fatores efetivos operem.” (DINAH MARTINS, p.184). 
3.     “Recentividade, isto é, o espaço de tempo separando os dois estímulos ou respostas, a serem ligados, não deve ser tão grande, para que a associação não se espalhe ou irradie.” (DINAH MARTINS, p.184). 
4.     “Motivação e predisposição para a realização, como na experiência clássica de Pavlov em que o cão está faminto e há comida à vista.” (DINAH MARTINS, p.184).

Os tipos de respostas condicionadas estão divididos em duas:
1 – Segundo a padronização temporal, este dividido nos tipos:
a) Simultânea, onde os estímulos são apresentados juntos, seja eles artificiais ou naturais.
b) Retardada, ocorre quando o estimulo artificial precede o natural de cinco segundos.
c) condicionamento de traços dá-se quando em um experimento artificial antecede o natural, e logo em seguida interrompe para iniciar o estimulo natural, e então irá percebe-se os traços do estimulo artificial.
d) condicionamento invertido, o próprio nome já informa, pois se trata de uma inversão do que ocorre com o condicionamento de traços, só que neste o estimulo é iniciado pelo estimulo natural e interrompido antes do estimulo artificial.
2 – Segundo o número de condicionamento, esta resposta condiz com o número de condicionamento que o sujeito esta sendo exposto como explica em relação ao cão de Pavlov. Se o cão estiver exposto à luz e sendo estimulado e depois juntamente a luz soar uma campainha, o cão irá associar a lâmpada e a campainha e com novas tentativas poderá deixar a lâmpada e o cão passara a ser estimulado somente com a campainha.
Pavlov criou quatro leis que dizem como respeito ao seu pensamento sobre o condicionamento, que são apresentadas da seguinte forma: determinado, estimulo natural ou incondicionado, determinado estimulo neutro ou inespecífico que se tornou eficaz e ativo por condicionamento, determinado estimulo que provoque resposta especifica, determinado estimulo condicionado desde que atue seguidamente por algum tempo.
Falamos nas paginas anteriores sobre o condicionamento clássico e instrumental, estes condicionamentos podem levar a um sujeito seguir certo padrão desejado por alguém, vejamos um exemplo colocado no texto de Dinah Martins, “uma criança, por exemplo, vê o aquecedor e ouve alguém dizer <não> ou <queima>, ao mesmo tempo em que toca no aquecedor e retira a Mao rapidamente, para evitar a queimadura”. Este trecho relata muito bem o condicionamento, mas sabemos que a criança não irá colocar mais a mão a não ser que o aquecedor esteja desligado, pois é racional o suficiente para entender que o calor queima, e não é só o aquecedor que a criança vai aprender a não tocá-lo, quando estiver ligado, mas irá evitar todas as coisas que lhe traga algum malefício. As leis de condicionamento seja este clássico, Pavlov, ou operante, Skinner, podem funcionar por algum instante nos animais irracionais, mas nos seres humanos é algo variável, uma vez que, o ser humano é um ser pensante e deriva de opinião e irá raciocinar sobre determinado fato. Tiramos como exemplo o cão de Pavlov, se no lugar fosse colocado um homem de 25 anos, e fosse lhe dado comida tocando o sino, ele iria associá-lo a hora de comer, como ocorre com diversas empresas na hora do almoço, mas a diferença do homem para o cão é que o homem já esta esperando a camainha ser tocada e sabe que ela será tocada, diferentemente do cão.
Então para concluir, o condicionamento pode ser aplicado em alguns lugares, como forma de inicialização de uma aprendizagem, mas nunca deve ser substituído pelo raciocínio, pois o ser humano deve pensar e pensar.         

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